sexta-feira, 7 de agosto de 2009

As Coisas Mudam

outro dia agonia
hoje estava imaginando e falando em voz alta
como deve ser bom ter um filho
e assim seguem os dias

já disse, quando estou bem
as palavra se cobinam de uma forma esteril
sem poesia, emoção ou sagacidade
prefiro assim. não gosto de sentir dor

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Se te contar que choro

Se te contar que choro
Se te explicar o porque
Se te conto o que eu já vi
Se você souber o que pressenti
Talvez você goste, mas vai se assustar
Então choro no escuro, no banho e só
Mas choro rindo porque as lágrimas que expurgo
São de alegria, puro e simples assim

Chupando Limão

Pais das Maravilhas, aqui vou eu
Sem freios, amarras ou medidas
A mesma nau frágil, mas sem esquivas dessa vez
Não me permiti ser e me apeguei a dor, trevas!
Sombras e coisas que vi ou inventei pulverizadas
E a alma que já sangrou em delírios suicidas, avoa por esquinas, pontes e avenidas
Em caminhos de terra pisada eu andei
Os trilhos dormentes avistei
As estradas e caminhos certos evitei
O vinho que me trouxe, vinho espanta o frio e entre goles fartos, acho graça do cara que um dia fui
E agora embriagado sigo solto
Achando graça dos que apontam rindo:
Lá vai o cara do limão!
O Cara do limão, não é?
Existe diferença? Faz algum sentido?
Se eu tiver que explicar você não vai entender
Então, fazemos assim, curta meu sorriso se é tudo que consegue perceber, enquanto ela serve mais uma taça e eu sigo com os limões

terça-feira, 26 de maio de 2009

Bom dia

Só queria escrever isso mesmo, Bom Dia!
Tanto tempo longe daqui que me sinto um pouco estranho
Como o filho que depois de anos volta a morar com os pais
Que sabe que é sua casa também, mas ainda assim se policia com certa cerimonia
Não sei mesmo o que escrever
Só queria dizer Bom Dia mesmo
Para quem? Por que?
Sei lá, Bom dia vida, pronto!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Quanto tempo

Quanto tempo não venho por aqui
Esqueci até o endereço
E apesar das palavras não me serem desconhecidas, soam estranhas e distantes
Será que estou voltando a ver o lodo?
Ou aprendendo a escrever quando a dor não está presente?
Enfim, apesar de dúvidas e questionamentos que vivencio, me julgo bem feliz. Animado, alegre, confiante. Ainda incapaz de escrever algo relaciondo com o amor ou seria Amor?
Sei lá. Não quero pensar. Quis vir aqui para ver se ainda existia esse cantinho.
Quero tirar a poeira e reformar. Dar uma cara nova e mais arejada.
Chega de lodo.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Eu

Sou inquieto, áspero, vibrante, rude e deselegante

Música Pessoal

"Música pessoal, música!

Looking foward, pushing hard
I've been living in the fast lane
Hipocrisy is what they thought me
I've been living in the wrong way

But I have to keep on trying
Yeah, I have to keep on trying

I'm standing at this beach and this night should be my last
After all the poison, through my eyes I see my past, wich past?
My laughs are desguises, my tears are so real
I am not me anymore and the feeling I feel is an urge to kill

But I have to keep on trying
Instead I just keep on dying

Mother should have told me that I was sick and didn't know
Now Freud help me, oh God, help me!
'cause the feeling I feel don't agree with the real
And I have to break down and cry
I still poison myself and keep on dying
I was trying to figure out a way to survive
Out of my own without a reason to cry

So don't start crying just because I gave up on trying
I'm still at this beach and this night will be my last
Out of my own, without a reason to cry

I should have been clever or dummier
Taller or shorter, richer or poorer
I had to be weaker or stronger, shorter or longer
I shouldn't be me, myself nor I to get rid of this and stay alive

Música, pessoal, música!